O primeiro blog plus size que começou em terras nipônicas - JAPÃO ,onde tem como objetivo acabar com este preconceito e mostrar que a democratização da moda chegou até mesmo no Japão e dá seguimento aqui no Brasil. A beleza está nos olhos de quem a vê, e é independente de manequim ou dígitos na balança.


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Mostrando postagens com marcador cirúrgia bariátrica. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 26 de março de 2012

Cirurgia Bariátrica não é MILAGRE



PODERIA TER RECUPERADO TODOS O PESO QUE PERDI, MAS O MAIS IMPORTANTE PARA MIM FOI TER A DÁDIVA DE SER MÃE, ESPOSA E CONSTITUIR UMA FAMÍLIA LINDA



Começo esta postagem , dizendo que cada um tem seu ponto de vista e sabe aonde aperta os calos. Não condeno, não julgo e nem quero saber se vão gostar do que vou dizer, porém como foi MINHA particular experiência, (muitos sabem aqui),me vi no direito de compartilhar isso com vocês.

Muito tenho visto falar sobre a cirugia bariátrica, e todos nós sabemos os requisitos para a execução da mesma.

Mas torno a dizer que a CIRURGIA NÃO É MILAGRE, pois passado os 2 anos de adaptação do seu organismo interno , EXISTE SIM a possibilidade de você voltar a engordar.

No meu caso, antes mesmo dos 2 anos de conclusão da adaptação da cirugia, engravidei ,na época estava com meus saudosos 96 kilos e com o manequim 48/50. Somente eu sei , a felicidade que sentia, porém a minha vontade de ser mãe era muito maior.


Karina Abe a 6 anos atrás com 96 kilos


Tive minha primeira gestação porém a perdi com 3 meses , depois de mais 1 ano engravidei novamente e aí vocês sabem toda a história, aumentasse o peso e coisa e tal.

Não estou culpando minhas gestações , NÃO. Apenas estou alertando o que ocorreu comigo, NÃO CONSEGUI VOLTAR AOS MEUS 96 KILOS NEM COM REZA BRABA, por mais que tenha feito a cirurgia, e comendo menos, hoje tenho 123 kilos e estou com meu manequim 54/56.

Absurdo !!?? Impossível !!?? Não....Toda cirurgia tem seus prós e contras , e em cada corpo pode ter reações múltiplas. Porém deixo aqui meu alerta !!!

Hoje trabalho com meu corpo, ainda sofro preconceito , sou mulher , mãe de 2 filhos lindos e pensando quem sabe no 3°. Sonho com minhas plásticas reparadoras, pois em muitas partes do meu corpo são bem flácidas devido a súbita perda de peso em um curto espaço de tempo.

Hoje acima de todas estas características, reconheço que sou uma mulher GORDA, Plus Size, Mulherão, Fofinha, qualquer dos nomes que queiram me qualificar, mas minha FELICIDADE com certeza não está baseada nos dígitos da balança, e se você me perguntar se faria tudo de NOVO !!??




Karina Abe hoje com seus 123 kilos


SIM , eu faria pois não me arrependo de nada que conscientemente me dipus a fazer, porisso meninas não tenho vergonha de ser a GEISHA PLUS SIZE...

BEIJOCAS MIL E UMA ÓTIMA SEMANA







domingo, 20 de novembro de 2011

A espera da cirurgia bariátrica pelo SUS mata !!!!!

Na espera pela cirurgia há 9 anos, Maria tenta chás e fitoterápicos: 'sofro com o preconceito'"
Com artrite, artrose, pressão alta, esporão e depressão, Maria Oliveira, de 48 anos, espera há nove anos pela cirurgia de redução do estômago, ou bariátrica, na fila para o procedimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Com 120 quilos e 1,65 metro de altura, ela tem dificuldade até mesmo para subir as escadas de casa. E não está sozinha em sua espera por tratamento, que deverá ser iniciado apenas em outubro de 2012, quando ela passará por uma triagem.

Na capital, os obesos costumam aguardar entre três e oito anos pelo procedimento na rede pública frequentemente, dizem os médicos, morrem antes de conseguir uma vaga. Mesmo quem tem convênio médico enfrenta problemas: a liberação do procedimento, muitas vezes, só vem após intervenção judicial.

O problema já bateu à porta do Ministério da Saúde, que se comprometeu a rever a portaria que regulamenta o oferecimento da bariátrica pelo SUS, segundo apurou o Jornal da Tarde. Uma reunião entre o ministério e as sociedades médicas já está prevista com o objetivo de estabelecer as novas diretrizes. 'A nova portaria deve entrar em vigor ainda no próximo ano', conta o cirurgião Irineu Rasera, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCB).

Para ele, seria importante que fossem adotados critérios mais flexíveis para o credenciamento de centros dispostos a fazer a cirurgia pelo SUS. 'O número de leitos para cirurgia bariátrica é pequeno e o procedimento não é atraente em termos de remuneração. É preciso rever a política de credenciamento e remuneração.'

Mais de dez anos após a regulamentação da cirurgia bariátrica pelo SUS, a fila de espera para o procedimento ultrapassa os sete anos na Santa Casa de São Paulo. A situação é a mesma no Conjunto Hospitalar do Mandaqui. Já no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC), a espera varia entre três e quatro anos. O problema, dizem os médicos, é que o paciente obeso nem sempre pode aguardar: no HC, a taxa de óbito na fila de espera pela bariátrica é quase sete vezes maior que o índice de mortes provocadas pelo próprio procedimento.

Com o passar do tempo, doenças associadas ao excesso de peso tendem a se intensificar. A avaliação é do médico Alfredo Halpern, da Associação Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). De acordo com um levantamento feito por ele no Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas, 2,7% dos pacientes morrem à espera da cirurgia enquanto isso, a média dos que morrem por causa do procedimento é de 0,4%.
Assim como no HC, a mortalidade na fila da Santa Casa também é alta, segundo a percepção dos médicos, embora não exista levantamento oficial sobre o problema. Cirurgião na instituição, Carlos Alberto Malheiros conta que é comum ligar para pacientes que estão na espera há sete anos e descobrir que 'eles morreram de enfarte ou de outra comorbidade'. Recentemente, o hospital convocou os mais de mil pacientes da fila de espera para fazer uma avaliação de seu estado de saúde e classificá-los entre graves e não graves. A ideia é, segundo o médico, formar duas filas para que os pacientes graves não tenham de aguardar tanto.

Para Malheiros, o aumento de demanda pela cirurgia nos últimos anos, motivado pelo avanço da obesidade entre a população brasileira, é um dos fatores responsáveis pelas longas esperas. Entre 2006 e 2010, por exemplo, o número de cirurgias bariátricas feitas no País mais que dobrou, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), passando de 29.500 para 60 mil.

Outro motivo que ajuda a explicar a lentidão das filas é o fato de a cirurgia bariátrica exigir uma estrutura pré e pós-operatória muito grande. Além da preparação do paciente por uma equipe multidisciplinar, com endocrinologista, nutricionista, psiquiatra, psicólogo e cirurgião, quem passa pela cirurgia deve receber acompanhamento para o resto da vida.

'O grande funil é este. Não temos um corpo clínico com 20 psicólogas e 15 nutricionistas para acompanhar os pacientes para toda a vida. Fazemos a cirurgia desde 1998, imagine a quantidade de doentes que temos de acompanhar', diz Malheiros. 'É por isso que não se pode fazer um mutirão de cirurgia bariátrica, por exemplo, sem que se tenha estrutura para tratar esses pacientes no pós-operatório.'

Especialistas confirmam a importância do tratamento pré e pós-operatório para os obesos mórbidos. 'Todos têm de passar por um preparo endocrinológico, nutricional, psicológico e pneumológico. Tudo isso demanda tempo e equipe', avalia o cirurgião Almino Cardoso Ramos, diretor de uma clínica particular especializada em cirurgia bariátrica.



NOTA DA GEISHA PLUS KÁ:
Como todos sabem sou operada, e um dos fatores que me desfavoreceu enquanto a cirurgia feita aqui no Japão, foi a má estrutura pós-cirúrgico. Não estou culpando A ou B , fiz consciente de todos os riscos e por necessidade de sáude pois minha hipertensão, na epóca era muito grande.
 Enquanto a esta situação , vale ressaltar que a cirurgia em si , não é MILAGRE ,e para sucesso absoluto o paciente tem que ter a consciência que se opera o estômago e não a cabeça , os desejos, a sensação de comer.
Procure um bom especialista , analise com calma os prós e contras .Uma mudança de vida radical, não pelo manequim,pela estética mas sim pela saúde e bem estar.
Beijos da geisha plus Ká